Considerada como a maior floresta do mundo, a Amazônia é uma vasta floresta tropical, possuindo cerca de 5.500.000 km², localizada na região noroeste da América do Sul.

O interior da floresta abriga o Rio Amazonas, maior do mundo em termos de volume d’água; povos indígenas, em toda sua variedade e diversidade cultural; além de uma biodiversidade incalculável, com centenas de espécies de animais e plantas, muitas delas endêmicas da região amazônica.  

De fato, a Amazônia é um dos poucos lugares ainda selvagens da Terra, tendo uma imensurável importância até mesmo na produção de oxigênio do planeta, pois, ainda que as algas sejam a principal fonte de oxigênio, a floresta amazônica, com toda sua umidade e quantidade de árvores, é responsável por cerca de 9% do oxigênio do planeta, além de ser uma região responsável por produzir uma grande quantidade de chuvas na América do Sul, também contribuindo para o resfriamento do planeta.

A floresta amazônica tem tem uma enorme importância econômica, uma vez que é rica em minérios valiosos, como minério de ferro, alumínio, cobre, ouro, manganês, caulim e estanho. Além de também ser uma importante fonte de madeira e látex.

A região também é bastante disputada por criadores de gado, que veem em suas vastas e férteis terras, a possibilidade de criação de pastos. 

Todas essas questões, fazem da Amazônia uma importante e complexa região para ser administrada, uma vez que a exploração econômica, por mais rentável e geradora de empregos que seja, causa danos consideráveis ao bioma que necessita de preservação.       

Apesar de 60% da floresta estar localizado em território nacional, a Amazônia se estende ainda por outros países da América do Sul, como Peru, Colômbia, Venezuela, Equador, Bolívia, Guiana, Suriname e Guiana Francesa, que é, obviamente, administrado pela França. 

De acordo como o decreto legislativo 2, de 1994, cabe a esses países proteger, preservar e administrar a Amazônia da maneira que julgarem mais adequada.

Essa obrigação internacional de proteção decorre de acordos internacionais, principalmente da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), assinada durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento.

O problema macro se deu pelo recorde das queimadas na região amazônica, possivelmente fruto de empreiteiros motivados pelas promessas de campanha do atual presidente do Brasil, que tinha como plano de governo, justamente promover uma exploração mais liberal e menos burocrática da amazônia, de forma a incentivar os avanços econômicos do país, tendo como base os diversos recursos minerais e naturais da floresta.

A ideia que o presidente tem de “avanço”, sempre preocupa ambientalistas, e boa parte da população brasileira, que se questiona sobre os riscos e prejuízos à natureza que uma exploração tão desenfreada pode gerar.

Considerando a importância mundial que a Amazônia possui, e também o fato da floresta se estender para outros países, pode-se afirmar que as recentes discussões a respeito dos desmatamentos e dos incêndios que estão ocorrendo nessa região são uma preocupação que pode ser definida como internacional, portanto é de suma importância que os governos da região amazônica definam um modelo viável de preservação da floresta e a ajuda da comunidade internacional é fundamental, principalmente numa região que carece de recursos econômicos.  

Infelizmente, incêndios são comuns em determinados períodos do anos, contudo os governos devem estar preparados para minimizar os impactos tanto para a população quanto para a natureza, principalmente o governo brasileiro.

Iniciativas como o fortalecimento de órgãos ambientais, a exemplo do IBAMA e do ICMBIO, para o combate a atividades ilegais numa região tão vasta, são questões primordiais para evidenciar a boa-fé do governo brasileiro nessa questão.