No final de novembro, mais precisamente do dia 25, a OAB de São Paulo elegeu, após uma disputa acirrada, a criminalista Patrícia Vanzolini, de 49 anos, como presidente da seccional São Paulo para um mandato de três anos (2022-2024), vencendo em cima do atual presidente da ordem, Caio Augusto Silva dos Santos, que buscava a reeleição.

Ainda que essas eleições sejam comuns, chama muito atenção a eleição de Vanzolini pelo simples fato dela ser a primeira mulher eleita para o posto em toda a história da instituição, que foi criada em 1932. 

Vale lembrar que também foram eleitos os presidentes das subseções da ordem nas cidades do interior do estado e em regiões da capital.

Ao final da contagem de votos, Patricia Vanzolini obteve 64.207 votos (35,80%), Caio Augusto Silva dos Santos, 58.821 votos (32,79%); e Dora Cavalcanti, 18.351 votos (10,23%).

Ao todo, foram cinco as chapas que disputaram a presidência da seccional São Paulo, sendo que durante a apuração, a disputa acabou se concentrando entre Caio, que atua na área cível, e Patrícia, que é mestre e professora em direito penal. 

Para realização da votação, foram utilizadas urnas cedidas pela Justiça Eleitoral.

Quem é Patrícia Vanzolini?

Patrícia Vanzolini possui graduação, mestrado e doutorado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC-SP.

Também foi vice-presidente da Associação dos Advogados Criminalistas de São Paulo (ABRACRIM-SP) e é sócia do Escritório Brito e Vanzolini Advogados Associados.

O currículo de Vanzolini continua com o cargo de professora da Universidade Presbiteriana Mackenzie e do Damásio Educacional, além do cursinho preparatório para o exame da Ordem.

Se já não fosse o suficiente, Patrícia Vanzolini também é autora de obras como “Manual de Direito Penal”, pela editora Saraiva, e de “Teoria da Pena: Sacrifício, Vingança e Direito Penal”, publicado pela editora Tirant Brasil, entre outros.

Compromisso com a presidência

Em nota, após vencer a disputa, Patrícia Vanzolini relembra a importância do compromisso com a responsabilidade da presidência: “Mais do que representar a primeira mulher no comando da maior seccional do país, reconheço o peso da responsabilidade que é reconstruir a OAB com meu compromisso de atuar na defesa intransigente das prerrogativas de todos os advogados e da valorização da profissão, do primeiro ao último dia de meu mandato. O momento é de união e responsabilidade, com o compromisso de atuar para todos os advogados, independentemente da chapa que eles defenderam neste pleito”.

Ter uma mulher à frente de um posto tão importante, nos relembra como a sociedade é atrasada e retrógrada, possivelmente ignorante grandes profissionais que poderiam ter assumindo o mesmo ´posto anos antes, contudo, a eleição de Patrícia Vanzolini é um sinal de mudança e de igualdade, quase como um suspiro de esperança não apenas dentro da advocacia, mas do Brasil como um todo.  

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