A demora nos processos judiciários é uma questão bastante recorrente, e por mais que muitas pessoas compreendam a demora e até alegam que esse tipo de procedimento requer tempo e cuidado mesmo. Outras pessoas alegam que a demora nos processos jurídicos já não se justificam atualmente. 

Em uma época tão moderna e tecnológica, e consequentemente ágil, culmina em uma cobrança maior por parte da população, que exige um melhor dinamismo na resolução de problemas e procedimentos do tipo. Essa parcela considerável da população entende que a demora nos processos é um atraso da sociedade.

Não é incomum que a solução de um problema, quando carece da necessidade de um juiz, leve anos, o que causa uma estranheza principalmente com pessoas não familiarizadas com o sistema jurídico, seus ritos, exigências e também com sua morosidade.

Toda essa situação é bastante delicada, pois a demora costuma gerar uma série de estranhezas, insatisfações, angústias e até mesmo desconfianças. E esse longo período de tempo pode pegar muitos envolvidos nos processos de surpresa.

Por esses motivos, é necessário entender como esse tipo de coisa funciona, de maneira a amenizar qualquer eventual frustração.

Fatores específicos para demoras no processo jurídico

A duração dos processos do sistema judicial é dependente de diferentes fatores, como por exemplo o tipo de procedimento, a complexidade de cada caso, tempo que é gasto com a coleta de provas, os prazos para a prática de atos processuais, o desempenho dos profissionais na condução do caso, a cultura institucional, entre outros.

Tendo isso em mente, é preciso entender que existem diferentes motivos para a lentidão de um processo, que não necessariamente estão envolvidos com o Poder Judiciário, mas também com o sistema político em geral. 

Demandas e atribuições em excesso

Se por um lado, o próprio processo já é bastante demorado por si só, o excesso de demandas e atribuições apenas contribuem para a demora de resoluções. 

Esse excesso acontece devido a inúmeras ações que obrigatoriamente são responsabilidades do judiciário brasileiro, contudo, muitos especialistas alegam que essa responsabilidade poderia ser melhor distribuída.

Um exemplo desse excesso seria quando um só juiz acaba tendo que assumir a responsabilidade de ordenar diversas citações e intimações de testemunhas, como realizar diversos despachos em um mesmo processo, assinar grande quantidade de documentos nos procedimentos eleitorais e emitir ofícios.

Esse excesso de ações acaba sobrecarregando os magistrados e principalmente os servidores do judiciário, que são responsáveis pela materialização das ordens. 

Outro ponto importante é a grande quantidade de demandas do judiciário, muitas dessas que poderiam muito bem ser resolvidas em outras instâncias administrativas, como acontece com os casos onde não há litígio e mesmo assim acabam indo parar no judiciário, tudo por conta da burocracia envolvida.

Um tipo de situação interessante para se usar como exemplo, são os casos envolvendo adoção de menores, pedidos de guarda e tutela, assim como divórcios consensuais, inventários, alvarás e execuções de testamentos. 

Essas são situações em que, não havendo disputas entre os interessados, poderia muito bem ser decidido em outras instâncias administrativas, desocupando a agenda do judiciário, e consequentemente facilitando e agilizando processos jurídicos mais complexos.

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