Um breve estudo sobre a história do desenvolvimento humano, é possível analisar como o sustento e a produção de itens essenciais mudaram consideravelmente com o passar dos séculos, assim como as necessidades humanas.

Desde cedo, o ser humano usou da natureza para gerar o seu sustendo, que nos primórdios consistia apenas em alimentação, que era suprida através da caça, da pesca e da colheita.

A agricultura se tornou o próximo passo, onde os seres humanos passaram a utilizar ainda mais dos recursos naturais, produzindo ainda mais, e consequentemente, trazendo ainda mais modificações ao meio ambiente.

Contudo, a natureza só passaria a sofrer danos consideráveis com a expansão industrial, que nos últimos 100 anos tem adotado um modelo de crescimento econômico sem considerar o custo ou o sacrifício ao qual meio ambiente é submetido. A “crise ambiental” ou “crise ecológica” é uma consequência da relação entre humanos e natureza, que inevitavelmente está ligada ao próprio crescimento econômico, ao nível elevado de desenvolvimento e ao padrão de vida alcançado pela civilização industrial.

E mesmo que organizações com este perfil serem consideradas sucesso para a economia, de forma geral, muitos consumidores, sobretudo os que detém visão crítica, passaram a perceber que esse modo de produção possui uma conotação negativa, principalmente para o meio ambiente.

Considerando estes conceitos fica ainda mais fácil entender a força da sustentabilidade.

Ainda que não seja um assunto novo, a sustentabilidade no âmbito empresarial ainda não foi aderida por muitas organizações no Brasil, ao menos não por vontade própria. Contudo, vale lembrar que realizam atividades de sustentabilidade, o fazem pelo fato de entenderem a necessidade da produção industrial, ao mesmo tempo que entendem a necessidade de preservação do meio ambiente, já que a sustentabilidade nada mais é do que a busca pelo equilíbrio entre as duas vertentes, a empresarial e a ambiental.

Os Programas de Integridade, em grande ascensão no Brasil por conta da vigência da lei Anticorrupção 12.846/13, também possuem como um de seus pilares a implementação do chamado Compliance Ambiental, que nada mais é do que a evolução sustentável, baseada em uma gestão “ecoeficiente”, que consiste basicamente em um ofício que deve ser guiado de modo ordenado e sistematizado.

O crescimento de investidas empresariais em ações de sustentabilidade, assim como a necessidade emergencial de mudança na forma de produção e consumo de produtos em geral no Brasil, trouxeram a iniciativa da Prefeitura de São Paulo, através do decreto 58.701/19, que definiu que será iniciada na capital paulista a fiscalização eletrônica das empresas grandes e que são geradoras de resíduos.

A tecnologia se mostra uma grande aliada na fiscalização das empresas, uma vez que através da utilização do “QR Code” será possível para a prefeitura de São Paulo e pela AMLURB (Autoridade Municipal de Limpeza Urbana) o rastreamento do caminho dos resíduos gerados pelas empresas desde o container, passando pela transportadora até a destinatária final.

Até mesmo empresas que atuam no ramo da moda se atentaram para a necessidade de produzir de modo sustentável. A essas empresas é dado o título de slow fashion, cuja principal ideia é a moda circular, baseada na ideia de que “nada se perde, tudo se transforma”.

A moda circular consiste em evitar criar novos resíduos, utilizando outros produtos já usados como matéria prima. Sendo esses os princípios básicos da compostagem, reciclagem e upcycling.

Uma outra estratégia a ser desenvolvida é a Política Nacional de Resíduos Sólidos (lei 12.305/10), basicamente um instrumento legal que merece ser aplicado, sobretudo, no que se refere à Logística Reversa, ao responsabilizar as empresas por cuidar dos produtos finais de suas produções, ou seja, realizando a ideia “de berço a berço”, de forma a alcançar a chamada Economia Circular.

Iniciativas sustentáveis dentro do setor empresarial vão além da possibilidade de reutilização de resíduos para diminuir custos de produção, atualmente ganhou força a necessidade de um mercado mais consciente e ecológico, para a possibilidade de manutenção de um futuro para a sociedade e para o meio ambiente, fundamental para a sobrevivência do ser humano no mundo.

A sustentabilidade é o equilíbrio entre os avanços econômicos e o respeito com o meio ambiente. E muito mais do que um tendência, a sustentabilidade é uma necessidade, que garante o futuro e a sobrevivência do ser humano na Terra.